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Japão em 15 dias: roteiro, JR Pass e quanto realmente custa

Publicado originalmente em . Conteúdo de viagem envelhece: preços e regras são reconferidos a cada atualização.

Quinze dias no Japão custam a partir de R$ 6.380 por pessoa em solo japonês, somando JR Pass de 14 dias, hospedagem econômica e alimentação — sem a passagem aérea, que é o maior item da viagem. Contando tudo, as fontes situam quinze dias entre R$ 17.000 e R$ 32.000 por pessoa.

E há uma data que muda a conta de quem viaja no fim do ano: o JR Pass sobe em 1º de outubro de 2026. O passe de 14 dias passa de ¥ 80.000 para ¥ 84.000, e o de 7 dias, de ¥ 50.000 para ¥ 53.000. Quem consegue comprar antes, compra mais barato.

O que custa o JR Pass

JR Pass classe ordinária — preços atuais e o reajuste de outubro
ItemValorFonte do número
JR Pass 7 dias — hoje¥ 50.000R$ 1.626Guia JR Pass / Guide2Japan, 15/08/2026
JR Pass 14 dias — hoje¥ 80.000R$ 2.602Guia JR Pass / Guide2Japan, 15/08/2026
JR Pass 21 dias — hoje¥ 100.000R$ 3.252Guia JR Pass / Guide2Japan, 15/08/2026
TotalR$ 7.480

Valores coletados em 15/08/2026. Cotação usada: ¥ 1.000 = R$ 32,52 (Investidor10, 14/08/2026). Não inclui: trens Nozomi e Mizuho, que não são cobertos pelo passe. Preço de viagem muda — confira antes de comprar.

A partir de 1º de outubro de 2026, os mesmos passes passam a ¥ 53.000, ¥ 84.000 e ¥ 105.000 — respectivamente R$ 1.724, R$ 2.732 e R$ 3.415 na cotação acima. A versão Green Car custa 40% a mais em todas as durações.

Quanto custa o resto

15 dias no Japão, por pessoa, já em solo japonês
ItemValorFonte do número
JR Pass de 14 dias¥ 80.000 no preço atualR$ 2.602Guia JR Pass, 15/08/2026
Hospedagem — 14 noites em hotel cápsula ou business¥ 5.000 a diária, teto da faixa de cápsulaR$ 2.276Confidence Câmbio, 2026
Alimentação — 15 dias no perfil econômicoR$ 100 por diaR$ 1.500Confidence Câmbio, 2026
TotalR$ 6.378

Valores coletados em 15/08/2026. Cotação usada: ¥ 1.000 = R$ 32,52 (Investidor10, 14/08/2026). Não inclui: passagem aérea, seguro viagem, eSIM, ingressos e compras. Preço de viagem muda — confira antes de comprar.

Uma observação sobre cotação, porque ela muda tudo neste destino: encontramos fontes usando ¥ 1 = R$ 0,045, o que daria valores quase 40% maiores que os desta tabela. A cotação que usamos, ¥ 1.000 = R$ 32,52, é a do Investidor10 em 14/08/2026. Refaça a conta com a cotação do dia em que você estiver lendo — no Japão, esse detalhe vale milhares de reais em quinze dias.

Roteiro de 15 dias

Tóquio, Hakone, Quioto, Osaka, Hiroshima e volta

  1. Dias 1–4Tóquio

    Dorme em: Tóquio

    • Shibuya, Shinjuku e Harajuku
    • Asakusa e Ueno
    • Bate-volta a Nikkō ou Kamakura no dia 4

    Não ative o JR Pass na chegada: os primeiros dias são todos de metrô de Tóquio, que o passe não cobre.

  2. Dia 5Hakone

    Dorme em: Hakone

    • Vale de Owakudani
    • Lago Ashi
    • Ryokan com onsen

    Uma noite em Hakone significa encurtar a reserva de Tóquio. É o furo mais comum deste roteiro.

  3. Dias 6–9Quioto

    Dorme em: Quioto

    • Fushimi Inari logo cedo, antes das 8h
    • Arashiyama e o bosque de bambus
    • Gion e Kiyomizu-dera
    • Bate-volta a Nara no dia 9
  4. Dias 10–11Osaka

    Dorme em: Osaka

    • Dōtonbori e Kuromon Market
    • Castelo de Osaka
    • Bate-volta a Kobe ou Himeji
  5. Dias 12–13Hiroshima e Miyajima

    Dorme em: Hiroshima

    • Parque Memorial da Paz
    • Ferry para Miyajima — coberto pelo JR Pass
    • Torii de Itsukushima na maré alta
  6. Dias 14–15Volta a Tóquio

    Dorme em: Tóquio

    • Shinkansen de volta
    • Últimas compras em Akihabara ou Ginza
    • Traslado a Narita ou Haneda

    Narita fica a mais de 60 km do centro. Confira de qual aeroporto sai o seu voo antes de reservar o traslado.

O que dá errado no Japão

1. Passaporte sem chip

A isenção de visto para brasileiros foi prorrogada e vale de 30 de setembro de 2026 a 29 de setembro de 2029, para estadas de até 90 dias. Mas ela exige passaporte comum brasileiro com chip integrado (passaporte IC). Passaporte antigo, sem chip, não se enquadra — e a descoberta costuma acontecer perto demais do embarque para dar tempo de emitir outro.

Vale acompanhar também o JESTA, a autorização eletrônica que o Japão anunciou com implementação prevista para 2028: quando entrar em vigor, será exigida justamente de quem viaja sem visto.

2. A conexão que não existe

Este é o furo mais caro de viagem à Ásia, e ele aparece assim:

Conexão apertada: apenas 0 min entre a chegada do voo GRU → BKK e a partida do BKK → HND.

Esse aviso é real, de uma viagem já comprada. Nasce de trechos adquiridos em bilhetes separados: cada compra estava certa na sua própria tela, e ninguém comparou a chegada de uma com a partida da outra. Em bilhete único, a companhia reacomoda você; em bilhetes separados, o prejuízo é integralmente seu.

3. Ativar o JR Pass no dia errado

Os dias do passe são corridos. Ativar na chegada, quando os quatro primeiros dias são de metrô em Tóquio — que o passe não cobre —, joga fora quase um terço do valor. Ative no dia do primeiro trecho longo.

4. Contar com o Nozomi

Os trens mais rápidos da linha Tōkaidō, Nozomi e Mizuho, não estão incluídos no JR Pass na modalidade padrão. Quem planeja horários olhando o app sem filtrar por isso monta um roteiro que o passe não executa.

5. Quinze dias de viagem, catorze de passe

O passe de 14 dias não cobre 15 dias. Ou você aceita pagar um trecho à parte, ou compra o de 21 dias e paga a mais. Decida isso de propósito, não por descuido — e prefira deixar o dia descoberto para um dia sem deslocamento longo.

6. Dinheiro vivo

O Japão avançou muito em pagamento por aproximação, mas templos, guichês pequenos, alguns restaurantes e o armário da estação ainda funcionam com moeda. Ficar sem ienes em espécie é um problema recorrente de quem confia só no cartão.

Onde reservar

Em Tóquio, fique perto de uma estação da linha Yamanote — é o que reduz deslocamento. Em Quioto, perto da estação central ou de Gion. Escolha a região primeiro; só depois compare preço:

Para os passeios com hora marcada — e para Miyajima e Nara, que rendem mais com guia —, vale comparar antes de embarcar, porque muita coisa esgota:

Seguro viagem e conectividade são as duas compras que mais aparecem “marcadas como feitas, sem comprovante salvo” em roteiros para o Japão:

Como decidir entre chip e eSIM está em chip internacional ou eSIM. E o processo completo de montagem, com a planilha modelo, em como montar um roteiro multi-cidade sem furos.

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