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Buenos Aires: quanto custa 5 dias, com câmbio de verdade

Publicado originalmente em . Conteúdo de viagem envelhece: preços e regras são reconferidos a cada atualização.

Cinco dias em Buenos Aires custam a partir de R$ 2.900 por pessoa em solo argentino — hospedagem intermediária e alimentação —, sem a passagem aérea. Em hostel, as fontes situam os mesmos cinco dias perto de R$ 3.000 no total; em viagem mais confortável, perto de R$ 6.000.

O número, porém, é a parte fácil. A parte difícil de Buenos Aires é que o mesmo preço em pesos vira valores diferentes em reais dependendo de como você paga — e é isso que faz tanta gente voltar dizendo que gastou mais do que planejou.

As três cotações que convivem na Argentina

Não existe “a cotação do peso”. Existem pelo menos três, e todas estavam em vigor ao mesmo tempo quando este post foi escrito:

Cotação Valor em 14/08/2026 Onde ela aparece
Dólar oficial US$ 1 = $ 1.470 câmbio bancário e saque em caixa eletrônico
Dólar blue (paralelo) US$ 1 = $ 1.545 casas de câmbio informais
Dólar MEP entre os dois é a referência de boa parte das compras no cartão

Fonte: Buenos Aires Turismo e cotacion-dolar.com.ar, coletado em 14/08/2026. Com o dólar a R$ 5,2274 (Investidor10, 15/08/2026), isso dá aproximadamente R$ 0,0036 por peso na cotação oficial e R$ 0,0034 na blue.

Parece pouca diferença. Em uma viagem de cinco dias, é a diferença entre voltar no orçamento e voltar 5% acima dele — e, principalmente, é o que decide se compensa levar dinheiro vivo.

Quanto custa: a conta aberta

5 dias em Buenos Aires, por pessoa, já em solo argentino
ItemValorFonte do número
Hospedagem — 4 noites, hotel de categoria intermediáriaR$ 350 a diária, piso da faixa observadaR$ 1.400Viaje Planejado / Nomad Global, 2026
Alimentação — 5 dias, três refeições por diarefeição simples ≈ R$ 30, restaurante médio ≈ R$ 80R$ 1.500Viaje Planejado, 2026
Transporte urbano — 12 viagens de subte$ 1.684 por viagem com SUBE registradaR$ 72Infobae / Hace Cuentas, ago/2026
TotalR$ 2.972

Valores coletados em 15/08/2026. Cotação usada: US$ 1 = R$ 5,2274 e US$ 1 = $ 1.470 (oficial), coletadas em 14–15/08/2026. Não inclui: passagem aérea, seguro viagem, ingressos, compras e câmbio de emergência. Preço de viagem muda — confira antes de comprar.

Em hostel, o mesmo período cai bastante: as fontes citam diária econômica perto de R$ 70 e um total de cinco dias em torno de R$ 3.000 com tudo incluído (Turismocity e Nomad Global, coletado em 15/08/2026).

Uma viagem de subte custa hoje $ 1.684 com cartão SUBE registrado — cerca de R$ 5,70 na cotação blue e R$ 6,00 na oficial. O subte já aceita pagamento por aproximação nas 90 estações, o que dispensa comprar a SUBE para quem vai ficar poucos dias. O ônibus urbano em CABA parte de $ 788,28 na tarifa mínima.

Como levar dinheiro, na prática

Três decisões, na ordem em que importam:

  1. Leve alguns dólares em espécie. As fontes recomendam entre US$ 200 e US$ 300 por pessoa, para trocar aos poucos. É o que cobre táxi, feira, gorjeta e comércio pequeno, que continuam preferindo dinheiro.
  2. Não saque em caixa eletrônico. O saque sai pela cotação oficial e ainda soma a tarifa do banco argentino — é a pior das combinações.
  3. Teste o cartão no primeiro dia, como descrito acima, e decida o resto da viagem com base no resultado.

Evite trocar dinheiro com pessoas na rua, mesmo na Florida. Conte as notas e confira se são autênticas antes de sair do balcão — isso vale para casa de câmbio formal também.

Roteiro de 5 dias

Cinco dias com base única em Buenos Aires

  1. Dia 1Chegada e Recoleta

    Dorme em: Buenos Aires

    • Cemitério da Recoleta
    • Floralis Genérica e o bairro a pé
    • Primeira compra pequena no cartão, para descobrir sua cotação real
  2. Dia 2Centro histórico

    Dorme em: Buenos Aires

    • Plaza de Mayo, Casa Rosada e Catedral
    • Café Tortoni e Avenida de Mayo
    • Teatro Colón com visita guiada, se houver horário
  3. Dia 3San Telmo e La Boca

    Dorme em: Buenos Aires

    • Feira de San Telmo (aos domingos ela toma a rua inteira)
    • Caminito, de dia
    • Volta cedo — a região não é para caminhar à noite

    La Boca é passeio diurno. Combine o horário de saída antes de ir.

  4. Dia 4Palermo

    Dorme em: Buenos Aires

    • Bosques de Palermo e Jardín Japonés
    • Palermo Soho para almoço e compras
    • Noite de tango, com reserva feita antes
  5. Dia 5Puerto Madero e volta

    Dorme em: Buenos Aires

    • Puerto Madero e Reserva Ecológica pela manhã
    • Últimas compras
    • Traslado ao aeroporto

    Confira de qual aeroporto sai o seu voo: Aeroparque (AEP) fica na cidade, Ezeiza (EZE) fica a mais de 30 km.

O que dá errado em Buenos Aires

1. Trocar tudo no primeiro dia

O câmbio argentino se move rápido. Trocar os cinco dias de uma vez, na cotação do dia da chegada, é apostar em uma direção sem necessidade. Trocar aos poucos custa algumas caminhadas e evita o pior cenário.

2. Confundir Aeroparque com Ezeiza

Os dois aeroportos servem Buenos Aires, e voos do Brasil pousam em ambos. Ezeiza fica a mais de 30 km do centro; Aeroparque, dentro da cidade. Reservar traslado para o aeroporto errado é um erro caro e comum — e ele aparece na hora em que você já está atrasado.

3. Voo de volta pela manhã, com hotel liberado à noite

Muita gente compra o voo de volta em um horário e, no meio do planejamento, muda a última noite. Se as datas de check-out e do voo não forem revisadas juntas, sobra uma noite descoberta ou uma diária paga sem uso — o erro clássico de itinerário.

4. Contar com cartão em lugar pequeno

Feira, táxi de rua, quiosque e boa parte dos cafés de bairro continuam preferindo dinheiro. Ficar sem pesos vivos num domingo em San Telmo é o tipo de problema que não tem solução rápida.

Onde reservar

Palermo e Recoleta concentram o que interessa a quem vai poucos dias, com boa oferta de metrô e caminhabilidade. Escolha o bairro primeiro; depois compare:

Para quem quer resolver câmbio e conectividade antes de embarcar — as duas coisas que dão mais dor de cabeça na Argentina —, vale comparar as opções de chip e seguro:

Para montar o roteiro na ordem certa desde o começo, veja como montar um roteiro multi-cidade sem furos.

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